Fintech com apenas três anos de existência oferece solução que descentraliza a gestão do método de pagamento e otimiza o setor financeiro das empresas da nova economia

Por Cintia Salomão

A gestão do uso do cartão de crédito corporativo pode se transformar em dor de cabeça para muitas empresas. As dificuldades podem ser maiores para as pequenas e médias empresas, especialmente aquelas situadas na chamada nova economia, como o e-commerce.

Conversamos com o CEO da Conta Simples, Rodrigo Tognini, um dos fundadores da fintech que criou um novo modelo dessa gestão de cartões corporativos. Fundada em 2019, a Conta Simples conta hoje com nada menos do que 50 mil CNPJs em sua base.

A última captação de investidores da fintech levantou nada menos do que R$ 121,4 milhões. Até hoje, a empresa já recebeu R$ 150 milhões em aportes feitos por investidores de peso no mercado.

“Desde a nossa fundação, nosso foco são as PMEs. Porém, hoje, atuamos atendendo especificamente a nova economia, desde microempresários a grandes startups em processo de captação”, explica Rodrigo Tognini.

DESAFIO

As empresas que atuam no comércio eletrônico utilizam o cartão como meio de pagamento com mais frequência em comparação às outras corporações. O processo de controle das despesas, a emissão de recibos, as conferências com os extratos bancário e a conciliação acabam, porém, se tornando problemáticas e custosas para o setor financeiro.

“Quando começa a crescer, a empresa faz uso de um cartão só, que passa na mão de várias pessoas e pode ser até bloqueado. Nós conseguimos emitir cartões com diferentes custos, limites de gastos e objetivos”

Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples

As empresas do mundo digital, como agências de marketing, startups e influenciadores são ainda mais desafiadas, pois acabam gastando altos valores em anúncios e outras operações. No ambiente corporativo digital, essas operações em geral são efetuadas com cartões.

SOLUÇÃO

A Conta Simples nasceu para oferecer soluções para as empresas que têm como “dor” a gestão da jornada de compra com o cartão, ou seja, que têm um alto giro nessas operações, mas dificuldades de gestão. São empreendedores com necessidades específicas de conciliação, controle de caixa, gestão das despesas, aprovações e folhas de pagamento.

A fintech criou um grande diferencial de produto. No banco tradicional, por exemplo, as empresas geralmente obtêm poucos cartões corporativos. A Conta Simples, além de fornecer mais quantidade, proporciona diferentes limites. Além disso, pelo sistema da Conta Simples, as despesas são caracterizadas e classificadas de forma detalhada. Dessa forma, sabe-se com quem, onde, como e com qual finalidade aquela despesa foi realizada.

“Quando começa a crescer, a empresa faz uso de um cartão só, que passa na mão de várias pessoas e pode ser até bloqueado. Nós conseguimos separar em diferentes custos, limites de gastos e objetivos de visualização. Dessa forma, a empresa consegue dar autonomia para os gestores de diferentes áreas. Enfim, temos soluções que caem como uma luva para essa dor”, esclarece Tognini.

Na plataforma da Conta Simples, os clientes podem visualizar gráficos de despesas e ter acesso a relatórios que podem migrar para sistemas de gestão empresarial. São ferramentas que permitem o corte de eventuais gastos desnecessários e a potencialização do crescimento.

Com cartões diferentes, usados de formas distintas por diversas áreas, não há mais a preocupação de gastar além do orçamento. Tal descentralização auxilia o crescimento das empresas, que não ficam mais “amarradas” em operações financeiras, economizam no tempo de gestão e controlam de maneira mais eficiente seus gastos.

RESULTADOS

84% dos clientes da Conta Simples tiveram uma redução relevante do tempo em suas operações

87% conseguiram ter mais controle da gestão das despesas

92% se sentem mais organizados e confiantes em suas operações

99% afirmam ter mais controle do próprio dinheiro